rompe-se a solidão .
Fique aqui comigo
o balão da madrugada .
palavras entretecendo
noves fora nada.
Sonhei que dormia
Saturo de sonhos
Quero a coisa que tem nome
e superficial .
Pode amanhecer , pode escurecer
podem brilhar as luzes do sol
o céu é azul : só .
Quero a poesia concreta
-- não aquela.
A poesia
-- Fale, Deus , fala !
e não escuta poesia
estou com tudo em dia .
e a corruptela da palavra vazia
De repente Deus responde:
" Que queres tu , Zezinho
equilibrando-se ali sozinho
colhendo rosas e espinhos
conforme a natureza da sorte
-- que novidade há nisso, menino ?
Invocas de um avalista do meu porte
rege a instância dos homens ?
chega aqui pertinho:
tua luta não me ilude
e buscas na fria plenitude
o que tens de sobra no teu ninho ."
É fácil escrever
dá na mesma...
– dá nada !
de todo o
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| Guache (20x22,5 cm) |

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